Invenção faz chuveiro economizar

chuveiro.jpgUtilizado por 90% da população brasileira, o chuveiro elétrico é responsável pelo consumo exagerado de energia. A Cemig (Centrais Elétricas de Minas Gerais) decidiu apostar nessa direção e aplicou parte do 0,5% de sua receita operacional líquida para testar a eficácia da reciclagem de energia no chuveiro elétrico. Geraldo Magalhães, detentor da patente do chuveiro economizador afirma que é possível reduzir em 50% o consumo de energia por banho. "O princípio é reaproveitar o calor", resume.

O segredo do invento é a utilização de um cano a mais na instalação do chuveiro, por onde sobe o calor da água servida para ser repassado para a água limpa.

O chuveiro economizador foi testado e aprovado nos laboratórios da PUC de Minas Gerais. Em lugar dos 500 watts que se gasta em média durante um banho convencional, o chuveiro funciona com apenas 250 watts - sem perder a eficiência. O aparelho tem oito temperaturas que se adaptam ao inverno, verão, volume de água e necessidade da massa corporal.

Com o novo sistema, um chuveiro mais potente pode ser substituído por outro, mais econômico. Sua instalação não exige mais do que 10 minutos. "Em vez de 5.500 watts, um chuveiro com potência de 3.000 watts é suficiente para reduzi em 45% o consumo de energia sem perda de água nem conforto no banho", explica Valério Monteiro, sócio de Geraldo Magalhães na Rewatt, empresa fundada em 2005 com o propósito de fabricar o chuveiro economizador.

A princípio, pouca gente acreditou no invento de Magalhães. Tanto é que o faturamento da empresa foi zero no ano da fundação. "Tínhamos uma boa ideia, recursos limitados e ninguém que apostasse", conta Monteiro. "Mas também tínhamos certeza de que tudo mudaria quando as distribuidoras entendessem que o chuveiro elétrico joga energia pelo ralo", afirma o dono da patente.

Quando a PUC-Minas comprovou a eficácia do invento, o faturamento da Rewatt disparou. Subiu para R$ 4 mil em 2006, com a primeira compra da Cemig; pulou para R$ 400 mil (2007); aumentou para R$ 3 milhões (2008) e bateu em R$ 14 milhões em 2010. "Viramos gente grande", diz Magalhães.

Para atender a população de baixa renda, a Cemig já adquiriu 30 mil chuveiros da Rewatt e a CPFL outros 15 mil. Em São Paulo e no Paraná as distribuidoras já colocaram outros 47 mil. Para atender todo mercado com o chuveiro que recicla energia, seriam necessários 30 milhões de aparelhos, pelos cálculos de Magalhães - o que é inimaginável para uma única empresa. "Já estamos estudando a possibilidade de abrir a tecnologia para franquias". (Valor Econômico, 27/01)

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